sábado, 16 de abril de 2011

Abordagem Bíblica Sobre O Casamento e O Divórcio


Pastor Steve Montgomery e Irmã Eugenia Montgomery
Introdução
• Através dos séculos, a imoralidade sexual tem sido a causa de muitas e amargas tristezas: lares desfeitos, vidas arruinadas. Hoje, a morte é tão certa como nunca o foi antes; os que deixam o convívio familiar encontram-se com AIDS e outros problemas relacionados.
• Porque a muitos feridos derribou, e são muitíssimos os que por ela foram mortos. Caminhos de sepultura é a sua casa, os quais descem as câmaras da morte." Provérbios 7:26,27.
• O divórcio é conseqüência de descaminhos, da falta de moralidade, e o desagregar da família e tem como causa a imoralidade sexual.
• O debate sobre o divórcio é muito forte. É assunto confuso, difícil, incompreensível para a grande maioria. Pôr isso escolhemos Mateus 19:3-12 como nosso texto. Para entendermos o assunto vamos alinhar quatro pontos que serão objeto de nosso estudo.
1. COMO FOI O CASAMENTO NO INICIO.
2. O QUE MOISÉS ENSINOU A RESPEITO DO CASAMENTO.
3. O QUE JESUS ENSINOU SOBRE O CASAMENTO.
4. COMO AS PRIMEIRAS IGREJAS TRATARAM O ASSUNTO.
• Quando os fariseus chegaram a Jesus e perguntaram-lhe a respeito de divórcio foi com o intuito de apanhá-lo falando contra a lei de Moisés e assim poderem acusá-lo. Eles procuraram algum motivo de entregá-lo às autoridades. Ao responder sua pergunta, É licito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?? o Mestre não falaria nada que não se achasse na lei. Por isso é essencial que nós entendamos o que diz a lei.
I. COMO FOI O CASAMENTO NO INICIO.
A. Deus criou um casal feito de um homem e de uma mulher. Não foram dois homens e uma mulher nem duas mulheres para um homem, Gen. 2:1-25. Deus os fez na base de um para um. Jesus, referindo-se a Gen. 2:24 em Mat. 19:4-6, disse : ?Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez. E disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem."
B. A história não tem documentos que possam comprovar quaisquer cerimônias ocorridas naquela época. Porém havia entendimento comum das famílias das pessoas envolvidas dadas em casamento pelos próprios pais. Somente após a prática da poligamia, iniciada com Lameque, da quinta descendência de Caim, é que a Bíblia registra e trata da degeneração moral das famílias. Gen. 4:19.
C. Gen. 6:2 !Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Há duas hipóteses sobre quem são !os filhos de Deus?:
1) são descendentes de Sete, ou
2) são anjos de Deus. Se são anjos de Deus então precisaríamos admitir que toda lei genética foi quebrada e que espécies diferentes se cruzam, procriam. Desta forma, então, evidenciamos a teoria da evolução, se admitirmos. Mas creio que estes homens foram descendentes de Sete porque depois do nascimento de Enos, os homens começaram a se chamar pelo nome do Senhor, de acordo com as escrituras originais em Gen.4:25.
Destas duas teorias acima, o importante a ressaltar é que a degeneração da família resultou em grande iniqüidade, de tal forma que Deus se irou, destruindo o mundo pelo dilúvio.
D. O sexo no matrimônio é abençoado por Deus. Não é pecado, porque foi estabelecido por Deus, Gen. 1:28; Hebreus 13:4.
E. Quando Deus mandou o dilúvio que destruiu toda a humanidade (menos Noé, sua esposa, seus três filhos e esposas), Deus começou a raça humana outra vez na base de um a um: um homem para uma mulher. Não muitas mulheres para um homem, nem muitos homens para uma mulher. Deus não criou a poligamia.
II. O QUE MOISÉS ENSINOU A RESPEITO DO CASAMENTO.
A. Mesmo antes da lei de Moisés vigorar, o casamento era contratado entre as famílias. Algumas vezes, deixava-se a decisão a cargo da moça como no caso de Rebeca, mas a maioria das vezes foi contratado por negociação. Um exemplo é Raquel. No tempo de Moisés já a poligamia estava instalada, dai a necessidade do divórcio para haver ordem. Mesmo assim, perante Deus o homem permanecia faltoso, pela dureza do seu coração.
B. Foi Deus quem deu o mandamento: ?Não adulterarás? que foi acompanhado com a pena de morte para os infratores, Ex. 20:14. Deut. 22 arrola as infrações que culminaram com a pena da morte para o indivíduo:
1. v. 13-21. Se um homem se casasse e achasse que sua esposa não era virgem, ela seria apedrejada até morrer.
2. v. 21. Observe que a prostituição foi grave e as filhas de Israel pagaram por este pecado com suas vidas. Este pecado é chamado !doidice? ou !loucura? em Israel, Gen. 34:7.
3. v. 22. Se um homem se deitasse com uma mulher casada, ambos estariam sentenciados à morte.
4. v. 23-27. Se um homem deitasse com uma virgem desposada de um homem e ela não gritasse por socorro então os dois foram mortos. Mas se ela foi forçada então só ele que morria.
5. v. 28-29. Se um homem se deitasse com uma moça virgem, não desposada, eram obrigados a casar. Ele não poderia repudiá-la até a morte.
C. À luz dos fatos citados acima, em que situação o homem podia divorciar-se de sua mulher? Somente em Deut. 24 achamos os termos para se fazer isto. Jesus disse aos fariseus que Moisés deu permissão por causa da dureza dos corações, mas não foi assim no princípio. Os fariseus basearam seu argumento em Deut. 24, que diz que se ele achasse !coisa feia? nela quando casaram, podia repudiá-la. O termo !coisa feia? é traduzido da palavra !ervah? em Hebraico, que quer dizer, !algo relacionado à nudez? e é encontrado em dois lugares na Bíblia. Além de Deu. 24:1 é achado em Deu. 23:14 falando de uma pessoa que não tem cuidado em coisas íntimas. Era uma desgraça ter a impureza dos hábitos e para descobrir qualquer coisa intima da pessoa. O Talmud, livro não inspirado que os Judeus usam para interpretar a lei de Moisés, explica que o costume dos Judeus era de fazer o contrato de casamento um ano antes que o casal consumisse a união. Neste período, a moça foi observada. Se o homem não quisesse ficar com ela então era necessário repudiá-la legalmente. E porque não foi caso de adultério, ela não foi morta pela lei. O homem podia repudiá-la se ela tão somente tirasse o véu porque era o símbolo de que ela pertencia a ele.
Os judeus aproveitaram desta !brecha? na lei para justificar o repúdio por qualquer coisa. Segundo Deut. 24:2, a mulher repudiada por ter nela a !coisa feia? podia casar de novo. Porém em v. 4, podemos notar que quando o segundo marido se casou com ela, ela foi contaminada. Neste segundo casamento, ela ficou contaminada, mas não no primeiro. Por esta razão, se ela quisesse voltar ao primeiro marido, seria adultério. Sendo assim, o segundo casamento era um tipo de adultério tolerado por causa dos corações duros dos homens e para haver mais ordem na nação. Quem deu esta lei foi Moisés. Por esta mesma razão deduzimos que a expressão ?coisa feia? não é adultério, porque se fosse assim, então, o segundo marido não a contaminaria, porque ela já estava contaminada antes de se casar com ele. Heb. 13:4 é muito claro que no matrimônio, o leito é sem mácula. Se o leito fosse sem mácula no segundo casamento durante a lei, então por que a mulher foi contaminada por seu segundo homem? Concluímos que o caso de divórcio e re-casamento em Deut. 24:1-4 não deixa de ser pecado, só foi dado para ter ordem na sociedade. Também estes versículos não tratam de infidelidade, mas sim de qualquer desgraça pessoal ou desrespeito ao marido, e com o passar do tempo deu margem ao abuso desta liberdade que Moisés deu.
III. O QUE JESUS ENSINOU SOBRE O CASAMENTO.
A. Jesus disse que ele veio para cumprir a lei e não para destruí-la. Ele cumpriu a lei na sua morte e pregou-a na cruz. Mas até a morte dele, a lei ainda estava em vigor para os judeus. Quando os fariseus fizeram a sua pergunta sobre o divórcio, eles ainda estavam debaixo da lei. Portanto, tudo que Jesus falou sobre o assunto concordava com a lei que estava em vigor. De fato, é notável que Cristo intensificou a lei, dando o sentido verdadeiro dela. Mat. 5:27 e 28 explica que só o ato de cobiçar a mulher já é adultério. Mat. 5:31-32 mostra o que ele pensava dos antigos. V. 31 ! Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite." Em v. 32 !Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério."
Notemos:
1. O assunto aqui não é o direito do homem casar se de novo, mas é que ele faz a sua mulher cometer adultério se ele divorciá-la. (É entendido que ela provavelmente vai casar de novo, sendo !livre? do marido). Esta explicação concorda com Deut. 24:4 que diz que a mulher será contaminada com o segundo marido.
2. O homem tinha o direto de repudiar a sua mulher se ela fosse infiel! Neste caso ele estava repudiando-a por causa de prostituição da parte dela. Ele não seria culpado de fazê-la cometer o adultério. Ela já estaria culpada.
3. A lei exigia a morte dela e então o homem seria livre para casar se de novo. Nós sabemos que ainda foram executados os infratores da lei no tempo de Jesus. Ver: João 8:1-11. Jesus não falou para os fariseus não apedrejarem a mulher pega em adultério, mas disse que aquele que não tivesse pecado jogasse a primeira pedra. A lei exigia que toda a acusação fosse feita por duas ou três testemunhas do ato. Jesus como homem não era testemunha. Mais uma vez Jesus está dentro da lei. Quando todos os deixaram, e Jesus estava a sós com a mulher, ele mostrou que ele como Deus sabia tudo sobre ela pois disse-lhe, !vai-te, e não peques mais."
4. Lu. 16:18 também diz ?Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera também." Neste caso o homem é culpado também.
B. Agora vamos estudar o nosso texto, Mat. 19: 3-12, e Mar. 10:2-12 que relata a mesma historia. Em Marcos 10:2 os fariseus perguntaram:
É licito ao homem repudiar sua mulher?? Mat. 19:3 consta a mesma pergunta, mas acrescenta? por qualquer motivo." Marcos sempre resume o assunto e Mateus elabora mais. Nesta época os judeus estavam se divorciando por qualquer motivo. Eis os doutores procurando pegar Jesus ensinando uma coisa contrária a lei. Vamos lembrar que adultério foi punido com a morte do indivíduo conforme a lei. Jesus não vai desviar do sentido original. Ele não somente sustenta a lei, mas a intensifica, como fez no caso do filho que não honrasse os pais em Marcos 7:9-13.
1. Em Mat.19:8 e Mar.10:5 Jesus explica que Moisés permitiu o divórcio por causa da dureza dos corações, MAS também disse que no princípio não era assim. Jesus está relembrando aos fariseus que o certo é o que Deus decretou no princípio. Deus não aprova o repúdio, mesmo depois do tempo de Moisés. Veja Malaquias 2:16, !Porque o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio...e não sejais desleais."
2. O versículo que muitos gostam de usar para provar a legalidade e o direito de casar de novo se o parceiro fosse infiel é Mat. 19: 9 : !Eu vos digo, porém que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério." Marcos, ao resumir este fato, não falou a frase: ?não sendo por causa de prostituição?. Pôr que será? Aparentemente a questão não é se a pessoa tem o direito ou não de casar de novo se o parceiro fosse infiel, mas se o casar de novo é adultério. Lembramos que a lei exigia a morte de quem cometesse prostituição. É muito duvidoso que Jesus vai desviar-se do sentido original da lei. Esses fariseus conheceram muito bem a lei neste respeito. Se o infrator fosse executado conforme a lei então o parceiro ficaria livre para casar de novo. O assunto aqui é, se por qualquer outra razão se casasse, seria adultério. Sim, na época de Jesus Cristo ainda existia a pena de morte para adultério e Jesus não estava se retratando ou se desfazendo desta lei, mas somente mostrando aos fariseus que Ele concordava com a lei. Então, ele não somente respondia a pergunta dos fariseus, mas também intensificou a lei quando ele disse que Moisés permitiu o divórcio por causa da dureza dos corações, porém que no princípio não era assim.
3. Em v. 10 do mesmo capítulo, os discípulos mostram que eles entenderam perfeitamente o que Jesus tinha dito, isto é, ?Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convêm casar." Mas Jesus disse em v.11 que nem todos podiam receber esta palavra, e continuando em v.12 ele explica que há vários tipos de eunucos: (a) os que nascem assim; (b) os que foram feitos assim pelos homens; (c) e outros ainda que por causa do reino de Deus se fizeram eunucos. Creio que a pessoa cujo parceiro for infiel deve considerar-se como um eunuco pelo reino de Deus, e que isto é o ensinamento de Jesus.
IV. COMO AS PRIMEIRAS IGREJAS TRATARAM O ASSUNTO.
A. Os doze apóstolos não trataram deste assunto em seus escritos. Eles ministravam mais aos Judeus enquanto a nação ainda guardava a lei de Moisés. Paulo, porém, era o apóstolo aos gentios (que não estavam sob a lei de Moisés). Por isso escreveu mais detalhadamente a este respeito.
B. Paulo escreveu em Rom. 7:2-3: !Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera, se for doutro marido: mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for doutro marido."
C. I Cor. 7 inteiro trata de vários assuntos ligados ao casamento. Vejamos:
1. O homem não deve tocar na mulher (sexualmente) se não são casados, v.1.
2. Tanto o homem, como a mulher, deveria casar para não cometer a prostituição, v.2.
3. Os dois têm direito a todo o privilégio sexual do casamento e nenhum deles deveria proibir ou negar ao outro esse direito, v.2-3.
4. Paulo deu sua opinião a respeito dos não casados, mas falou que não era mandamento de Deus, v. 6-9.
5. Quando ele fala aos casados disse: ?Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido,? v. 10.
6. ?Se, porém, se apartar, que FIQUE SEM CASAR, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher,? v. 11.
7. Paulo aconselha os irmãos casados com descrentes a ficar com seu cônjuge. Se porém, o descrente deixar o crente, este não é obrigado a ficar com ele, v.12-16. Notemos: Paulo não deu o direito de casar de novo. Somente a liberdade de ficar separado.
8. A regra geral está em V. 20. ?Cada um fique na vocação em que foi chamado." Este versículo não ensina que uma pessoa deveria continuar numa relação imoral como a de capítulo cinco deste mesmo livro. Este caso é de um homem que estava vivendo com a mulher do seu pai. Estava tendo um caso com ela. Era uma relação que deveria e poderia terminar. Mas quando é um caso em que a família já foi formada, então para o bem dos filhos, é melhor ficar !na vocação em que foi chamado? e regularizar o seu estado civil.
9. Qual é o estado de uma pessoa que tem sua vida atrapalhada antes de receber Jesus como seu salvador? Conforme I Cor. 6:9-10, tal pessoa não pode herdar o reino de Deus. Então como eles podem ser salvos? V. 11 tem a resposta. ?E É O QUE ALGUNS TEEM SIDO, MAS HAVEIS SIDO LAVADOS, MAS HAVEIS SIDO SANTIFICADOS, MAS HAVEIS SIDO JUSTICADOS EM NOME DO SENHOR JESUS, E PELO ESPÍRITO DO NOSSO DEUS."

UM CONSELHO SINCERO
Meu amigo, se você se acha neste estado de pecado, fique sabendo que com Deus há perdão para aquele que crê em Jesus. ?Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,? Ap. 1:5. Em Jesus há justificação: Seja-vos notório varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados... E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê,? Atos 13: 38-39. Creia naquele que levou todos seus pecados em seu corpo e morreu na cruz porque ele o amou. 1 Pe. 2:24

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

Autor: Steve Montgomery
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

sexta-feira, 15 de abril de 2011


A Arca da Aliança
Êxodo 25:10-22

A Arca da Aliança é o item mais conhecido do Tabernáculo, famosa por seus misteriosos poderes contra os inimigos de Israel (I Samuel cap.5e6).
A Arca da Aliança ficava no Santo dos Santos, na parte dos fundos do Tabernáculo. O acesso só era permitido uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur). Este acesso era restrito a uma pessoa, o sumo sacerdote. Ele deveria entrar no Santo dos Santos trazendo o sangue de um bode, oferecido em favor dele mesmo e dos pecados do povo de Israel.
A Arca por si só era uma pequena caixa, feita de madeira de acácia e recoberta de ouro. Suas medidas eram: 1,15 metros de comprimento, 0,7 metros de largura e 0,7 metros de altura. Ela era carregada por meio de duas barras longas, feitas de madeira de acácia e também recoberta de ouro.
A Arca era o trono de Deus em Seu lugar de habitação no Tabernáculo. Muitas pessoas, corretamente, associam a Arca da Aliança com o julgamento e a ira de Deus. O dia em breve virá, quando Deus julgará os segredos dos homens (Romanos 2:16) e "Do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça" (Romanos 1:18). "Aquele que fez o ouvido não ouvirá? E o que formou o olho, não verá?" (Salmo 94:9). Caso você não esteja certo disto, leia a respeito do grande trono branco do julgamento de Deus em Apocalipse 20:11-15. Mas havia uma tampa na Arca, conhecida como Assento de Misericórdia, ou Propiciatório. Era aqui que o sangue do bode era aspergido pelo sumo sacerdote no dia da Expiação, para aplacar a justa ira de Deus (propiciação) contra os pecados do povo de Israel.
O livro de Romanos no cap. 3:24-25 nos diz que há redenção em Jesus Cristo, pois Deus o tem posto como propiciação, pela fé no seu sangue. Cristo morreu, e o preço foi pago. Para aqueles que crêem na morte de Cristo pelos seus pecados, agora há misericórdia e não a ira. "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Romanos 5:8-9).
Nas extremidades do propiciatório havia dois Querubins. Não nos é dito que Deus se fazia presente dentro da Arca, mas sobre a Arca e no meio dos Querubins. Ali Deus habitava "na luz inacessível" (I Timóteo 6:16, Salmo104:2). O sumo sacerdote tinha que proteger seus olhos, pois "homem nenhum verá a minha face, e viverá" (Êxodo 33:20). Este era onde Moisés encontrava com Deus (Êxodo 25:21-22, Levítico 16:14-15). A glória do Senhor encheu o Tabernáculo no dia em que ele foi edificado e ungido (Êxodo 40:9, 18, 34-35), exatamente no décimo quarto dia antes de completar um ano após a saída do povo do Egito (Êxodo 40:2; 12:6, 31). Os dois Querubins no propiciatório representam a glória de Deus (Hebreus 9:5).

A Bíblia não nos dá muitos detalhes a respeito da aparência da Arca da Aliança. Alguns modelos, como este, mostram os Querubins ajoelhados, enquanto outros em pé. O que nós sabemos é que as suas asas estavam estendidas, cobrindo assim o propiciatório. As asas possivelmente se tocavam umas nas outras para fazerem uma cobertura completa. Estas incertezas não devem nos perturbar, pois "Agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido" (I Coríntios 13:12).

As figuras abaixo mostram a Arca aberta para que você possa ver o seu conteúdo, que eram estes:
1. As duas tábuas da Lei
2. A vara de Aarão que floresceu
3. O pote de ouro com maná "escondido"
Estes três itens juntos formavam o testemunho
(Êxodo 25:21), por conseguinte a Arca é chamada a Arca do Testemunho.
1. As Tábuas da Lei
Os dez mandamentos foram escritos nestas duas tábuas de pedra, pelo dedo de Deus, no monte Sinai (Êxodo 31:18; 32:16, 19; 34:1). As tábuas de pedra também eram chamadas de tábuas do testemunho (Êxodo 31:18), pois nos mostram os atributos de Deus como sendo: zeloso, cuidadoso, fiel e verdadeiro. Ele é santo e justo.
Aqui estão os dez mandamentos (Êxodo 20:1-17):
Introdução: "Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão".
1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagem de escultura, não te encurvarás a elas nem as servirás. Pois eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso.
3. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
4. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou.
5. Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
6. Não matarás
7. Não adulterarás
8. Não furtarás
9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem coisa alguma do teu próximo.
Os dez mandamentos nas duas tábuas de pedras são a base da aliança de Deus com os filhos de Israel (Êxodo 19:5-7). Eles estipulam quais são os justos requerimentos da lei, sem ajudarem aos filhos de Israel a obedece-los.
Em razão de os filhos de Israel não cumprirem a parte deles neste concerto (visto que era impossível, Romanos 8:3), Deus prometeu fazer uma nova aliança, "Não conforme a aliança que fiz com seus pais,...... porque eles invalidaram a minha aliança, apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR (Jeremias 31:32)."
"Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados (Jeremias 31:33-34). "
Esta é a Nova Aliança que Jesus confirmou com o Seu sangue (Lucas 22:20).
O Salmo 40:7-8 é uma profecia sobre o Messias: "Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração." Em cumprimento: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei,..." (Gálatas 4:4, 5a). Jesus cumpriu a lei de Deus, amando-O de todo Seu coração e ao seu próximo como a Ele mesmo. Isto fica bem claro nos quatro evangelhos. Deleitando-se em fazer a vontade de Deus (João 4:34; 5:30; 6:38), Jesus tinha a lei de Deus (as dez "Palavras" de Deus) em seu coração, como a Arca da Aliança guardava as tábuas do testemunho. A Palavra de Deus se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade (realidade no Grego) (João 1:14). Através da morte de Cristo na cruz, como um sacrifício perfeito, nós somos perdoados dos pecados cometidos sob a lei e remidos da sua escravidão.
Deus mesmo se responsabiliza por escrever sua lei em nossos corações e incuti-la em nosso entendimento, quando envia aos nossos corações o Espírito de seu Filho (Gálatas 4:6, Hebreus 8:10-12). Desde então, uma obra vivificadora ocorre em nosso homem interior, "Cristo, que é a nossa vida" (Colossenses. 3:4), "Cristo seja formado em vós" (Gálatas 4:19), o que resultará no mínimo no mesmo testemunho de Deus quanto os dez mandamentos. A nação de Israel quebrou a velha aliança, e nós ainda fazemos o mesmo, tentando guardar a lei através de nossos próprios esforços. Na Nova Aliança, Deus se responsabiliza por escrever suas leis em nosso entendimento através de seu Espírito (Romanos 8:4, Ezequiel 36:25-28), visto que nós andemos em Espírito.
João é bem econômico em seus escritos, usando uma ou duas palavras para descrever vastas realidades. Mas seu foco não é tanto o entendimento, mas sim o verdadeiro conhecimento ou experimentar, por exemplo, do Pão da Vida (João 6:35), João se refere a Jesus como:
O "Verbo" em seu evangelho (João 1:1)
A "Palavra da vida" em sua primeira epístola (I João 1:1)
A "Palavra de Deus" em Apocalipse 19:13.
Em cada caso, o alicerce do pensamento de João parece ser a Arca do Testemunho.
2. A Vara de Aarão que Floresceu
Um pouco de história é necessário aqui. Começaremos pelo relato de Números capítulo 16. Logo após o Tabernáculo estar em funcionamento, um dos sacerdotes (Coré) e alguns outros homens fizeram um desafio à liderança de Moisés e Aarão. Usando uma linguagem que parecia ser espiritual, Coré advoga em causa própria: "Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do SENHOR". Os companheiros de Coré não eram sacerdotes e a linha de pensamento deles era totalmente contra a Palavra de Deus, pois disseram: !Moisés, nos tirou da terra que mana leite e mel (Egito) e nos trouxe para este deserto. Onde está a terra que mana leite e mel que você nos prometeu? Você pensa que todos nós somos cegos?? Isto era uma mentira aberta, pois o Egito foi para eles: trabalho árduo, muito sofrimento, lágrimas e desesperança, mas após alguns meses depois da construção do lindo Tabernáculo, a memória da escravidão estava se passando, e então veio o desafio.
Moisés instruiu a todos que viessem diante do Senhor no dia seguinte. Deveriam trazer incensários, com fogo e incenso, e colocá-los na presença de Deus. Deus estava furioso e julgou Coré e seus companheiros. Seus incensários foram usados, como folhas estendidas, para cobertura do Altar do Holocausto, por memorial, ou seja, para lembrá-los da ira de Deus sobre aqueles que falaram veementemente contra Ele e contra aqueles que Ele havia escolhido (Números 16:29).
Mas o incidente não terminou ali. Toda a congregação começou a murmurar contra Moisés e Aarão porque eles haviam matado "o povo do SENHOR". Novamente Deus reage furiosamente e rompeu uma praga no meio do povo, que somente cessou quando Aarão obedeceu a Moisés, e colocou o seu incensário (o autorizado) diante do Senhor no Tabernáculo. A praga foi devastadora no meio do povo, e Deus assim provou, de forma trágica e punitiva, que Moisés e Aarão eram realmente escolhidos por Ele.
Entretanto, Deus desejava provar de outra maneira, de forma agradável e esclarecedora, que Aarão foi a sua escolha para o sacerdócio (Números 17:5). Uma vara de cada uma das cabeças das doze tribos foi marcada com os respectivos nomes das tribos e colocadas diante de Deus, perante a Arca do Testemunho (Números 17:4). Quando Moisés retornou no dia seguinte, a vara de Aarão havia florescido, produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas maduras. Deus instruiu Moisés a colocar a vara de Aarão novamente diante do testemunho, "para que se guarde por sinal para os filhos rebeldes"; a fim de prevenir contra futuras murmurações e mortes (Números 17:10).
Isto é a história do Velho Testamento. A aplicação dela está em João capítulo 11. Lázaro, o amigo de Jesus está seriamente enfermo. Jesus amava eles: Lázaro, Marta, e Maria, mas não foi vê-lo imediatamente, esperou ainda dois dias. Isto causou muitos murmurações e discussões. Os próprios discípulos eram os primeiros a murmurar e discutir, especialmente quando Jesus (sem ter sido avisado por ninguém) anunciou que Lázaro adormecera (João 11:11, 14). Marta, Maria e os enlutados eram os próximos a murmurar e discutir. Marta não podia esperar para dizer a Jesus o que ela pensava, ao encontrar Jesus pelo caminho. Maria foi menos direta, mas ainda assim fez a mesma observação que Marta: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" (João 11:21, 32).
Isto parece realmente ruim, Jesus tinha deixado as pessoas decepcionadas, do jeito que a "imprensa" gosta de "publicar". É neste mesmo ambiente de morte, desespero e desesperança que Jesus anuncia: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá" (João 11:25). Jesus pergunta a Marta se ela crê, e ela responde excelentemente com doutrina exata. Ela crê que Jesus é o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que veio ao mundo (João 11:27). Ela evita responder a Jesus o real sentido da pergunta, porque sua teologia reagia ao seu pesar. Alguns dos outros começam a questionar se Ele é realmente o Messias. Apesar de tudo, se Jesus pode fazer um cego ver (uma forte prova de que Ele é o Messias, Isaías 42:1,7), por que Ele não podia ter impedido a morte de Lázaro?
Jesus não tinha a intenção de impedir a morte de Lázaro. Ele demonstrou ter tido a intenção de esperar até que ele morresse, a fim de que o povo pudesse ver a glória de Deus aparecer no Tabernáculo, Jesus Cristo, e para que muitos acreditariam Nele (João 11:40, 15,45). Lázaro não era uma peça de madeira cortada de uma amendoeira em algum lugar, como a vara de Aarão tinha sido. Lázaro verdadeiramente era um ser humano, um amigo querido, agora (após estar morto por quatro dias em Israel) estava, sem dúvida nenhuma, se decompondo rapidamente, além de alguma esperança de ser recuperado.
"Tirai a pedra"
"Pai, graças te dou, por me haveres ouvido" (Ele já havia estado no Altar de Incenso, orando)
"Lázaro, sai para fora"
"Desligai-o, e deixai-o ir"!
Que sinal do Messias! Quem podia duvidar agora que Jesus é a ressurreição e a vida, como Ele disse? Somente aqueles que estavam planejando matá-lo (João 11:47-54). Mas, mesmo assim, eles estavam debaixo do soberano plano eterno de Deus.
Grande parte da história do Tabernáculo e do Templo é triste e decepcionante, mas hoje, milhares de anos depois, as pessoas ainda estão muito interessadas em aprender a respeito do Tabernáculo e do Templo. Isto tem muito a ver com a Arca da aliança, a qual (pelo menos em parte de sua história) continha a vara que floresceu, que cumpriu-se em Jesus, a ressurreição e a vida! Muito da história da igreja, e mesmo a minha própria história, é profundamente decepcionante, mas repetidamente o Senhor Jesus Cristo torna-se a ressurreição e a vida para os membros de Seu Corpo, o qual é a verdadeira Igreja.
Eu mesmo sou uma prova viva de que Jesus é a ressurreição e a vida. Esta noite eu estou escrevendo este artigo sobre o Tabernáculo para a Internet e em CD-ROM. Se a tecnologia da Internet/CD-ROM estivesse disponível há sete anos, quando eu era um cristão abertamente desviado, eu estou certo de que eu estaria procurando outro tipo de material (até coisas impuras). Como eu sou grato a Deus por Seu amor por mim, por me salvar, por trazer-me de volta para olhar novamente para Jesus nos evangelhos (a Porta do Pátio Externo), por ter morrido por mim no Altar de Holocausto (a cruz) para perdoar todas as minhas transgressões, por me lavar e limpar na Pia de Sua Palavra, por me alimentar com o Pão da Vida, por brilhar sobre mim como a Luz do mundo, produzindo uma reação da Luz da Vida em mim. Obrigado Senhor Jesus, por orar por mim em cada fase de minha vida, e por me conduzir de volta para o Seu aprisco. Obrigado Senhor Jesus, Tu és a ressurreição e a Vida, e Tu és real em minha vida. Louvado seja o Teu Santo Nome.
A vara de Aarão que floresceu foi um sinal contínuo de que Deus o escolhera como sacerdote (Números 17:5). Mas o sacerdócio de Aarão foi interrompido pela sua morte O Senhor Jesus Cristo, no entanto, tem um sacerdócio constituído segundo a virtude da vida incorruptível (Hebreus 7:16). Ele pode salvar perfeitamente os que por ele se achegam a Deus (Hebreus 7:25). Você precisa voltar a Deus por Cristo, agora?
3. O Pote de Ouro com Maná "Escondido"
Maná era o alimento que descia de Deus diariamente para sustento dos Israelitas no deserto durante os quarenta anos da jornada para Canaã. A maneira que ele era enviado exigia da nação de Israel o desenvolvimento de autodisciplina. O maná somente chegava de manha cedo com o orvalho (Êxodo 16:13-14). Quando o sol surgiu, ele teria evaporado (Êxodo 16:21). O maná tinha de ser colhida diariamente, qualquer sobra criava bichos e cheirava mal (Êxodo 16:20), e eles deveriam colher uma porção dobrada no sexto dia, pois não seria enviado no sábado (Êxodo16:22-27). Era chamado Maná, porque em Hebraico isto quer dizer: !o que é isso??. Parecia semente de coentro e seu sabor era como bolos de mel (Êxodo 16:31). O Senhor ordenou a Moisés para que enchesse um ômer com Maná e o guardasse como memorial para as gerações futuras, para que vissem como Deus alimentou os Israelitas no deserto (Êxodo 16:32-33). Este é o Pote de Ouro com Maná "escondido", que ficava no Tabernáculo (Apoc. 2:17).
Agora, é óbvio que se o Maná fosse guardado por mais de um dia, ou dois (se fosse no sábado), ele criaria bichos e cheiraria mal. Porque então guardá-lo como memorial para as futuras gerações?
A chave da resposta é o Pote de Ouro. O Pote de Ouro iria durar para sempre. Ele era redondo, indicando a eternidade, e de ouro, indicando ser !de Deus, divino?. O Pote de Ouro indica vida eterna. Nossa vida necessita estar "escondida com Cristo em Deus" (Colossenses 3:3) e nós necessitamos conhecer "Cristo, que é a nossa vida", o !zoe? (Grego) vida eterna (Colossenses 3:4). O Maná escondido foi um memorial de como Deus sustentou Seu povo em uma situação impossível. Cristo é real, e disponível para todas as pessoas em qualquer idade ou em qualquer circunstância. A questão é: o quanto Ele significa para nós? O que fazemos enquanto desfrutamos de tempo e energia para servi-lo? Também quando nós passamos por apertos e Ele nos socorre, experimentamos seu suprimento de vida nestas ocasiões, é bom termos um memorial para as futuras situações. "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Jesus ora em João 17:3.

Autor: Martyn Barrow (martyn@domini.org)
Traduzido e Usado com permissão no http://www.obreiroaprovado.com